Completa 3 anos do acidente que deixou a Polícia Civil e Paraíso das Águas de luto

A tragédia ceifou a vida de dois policiais civis com uma carreira promissora.

Por Fernando Brito 13/02/2020 - 09:10 hs

Completa 3 anos do acidente que deixou a Polícia Civil e Paraíso das Águas de luto
Jader e Giba perderam a vida pela segurança do próximo.

Há exatamente três anos, Paraíso das Águas e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul estava de luto.

Um gravíssimo acidente na rodovia BR 060, entre Paraíso das Águas e Chapadão do Sul, ceifou a vida de Jardes Diego Mônaco e de Gilberto Rodrigues Fernandes, o "Giba" e deixou outros dois policiais gravemente feridos, Neves e Euler.

Três anos se passaram e a dor da família e dos sobreviventes ainda continua presente, como se fosse hoje. 

Um pai de família e um jovem que estava noivo prestes à se casar, ambos com suas vidas ceifadas defendendo a segurança das pessoas, cumprindo sua missão de servir e proteger.

À época, Giba com 40 anos e Jardes com 28 anos. Ao receber a notícia o luto foi geral e a notícia comoveu a todos.

No dia da morte de Giba, sua filha mais velha, completava 13 anos. Ele havia se mudado recentemente para Paraíso das Águas. Ele era da cidade de Rio Verde (MS).

A esposa e seus filhos após a tragédia, retornaram para Rio Verde, onde residem até hoje.

A família recebeu amparo dos amigos que fizeram em Paraíso das Águas, mas convive com a saudade.

Jader estava noivo e planejava se casar em breve. Seus planos eram residir e trabalhar em Paraíso das Águas. Ele morava em Campo Grande (MS).

Mesmo jovem, da última turma da época, tinha garra e força para lutar pela justiça e segurança.

A família segue inconformada.

Os outros dois policiais envolvidos no acidente, Euler e Neves, após vários dias internados na capital, receberam alta e continuam trabalhando com eficiência e dedicação na delegacia de Paraíso das Águas. Unidos aos seus "irmãos", onde nunca os abandonaram e juntos vencem o trauma. 

Os bravos heróis que saíram para trabalhar, exercer com honra suas funções, saudaram sua família pela última vez e nunca mais voltaram.

Talvez, quem sabe, muitos dos bandidos que causavam a rebelião, pela impunidade, estão soltos. Já os nossos heróis repousam na eternidade.

Os anos passaram e ainda, mesmo após esta tragédia que marcou a cidade, os policiais civis ainda enfrentam a mesma dificuldade e os riscos diários, com viaturas sucateadas, manutenção prejudicada e a espera de uma nova viatura que persiste há anos.

No mínimo que o Estado deveria garantir à estes bravos policiais, que desempenham um papel fundamental na sociedade, com a garantia da segurança e da elucidação de crimes, é dar condições para também aos policiais desempenharem com segurança suas funções. Mas infelizmente, isto é precário.

O acidente

Os policiais receberam um pedido de reforço da delegacia de Chapadão do Sul, por volta das 14h20. Imediatamente -  mesmo com uma viatura em condições de manutenção precária, arriscaram para garantir a segurança da população -, seguiram até a cidade vizinha para conter presos que faziam rebelião naquela delegacia.

Em uma viatura VW Amarok, a pouco menos de 7 km da cidade, após o veículo apresentar problemas mecânicos, o condutor acabou perdendo o controle e colidiu frontalmente com uma carreta que seguia no sentido contrário.

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