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Paraíso das Águas,17/06/2024

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Cadáveres furtados podem ser sido comercializados pela 'máfia negra' de cemitérios na fronteira

Hipótese é uma das teses trabalhadas pela investigação; em Pedro Juan, é comum túmulos serem abertos e restos mortais “desaparecerem”


Cadáveres furtados podem ser sido comercializados pela 'máfia negra' de cemitérios na fronteira

Dentre outras teses que estão sendo trabalhadas e apuradas pelo setor de investigações da Polícia Civil de Ponta Porã, uma delas é de que os corpos do bebê e de uma adolescente furtados do cemitério municipal ´São Vicente de Paula” pode ter sido comercializados pela “máfia negra” que atua na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero nos cemitérios.

São cinco campos santos: três em Ponta Porã (dois municipais e um privado) e outros dois em Pedro Juan Caballero (ambos municipais).

No lado paraguaio, é mais comum esse tipo de crime, já que muitos túmulos são abandonados pelos familiares e viram alvo preferido dos “comerciantes de restos mortais”.

Informação apurada pelo PONTAPORAEMDIA indica que na sexta-feira, 17, um grupo de acadêmicos de medicina teria sido visto no interior do cemitério ´São Vicente de Paula´.

Desde que o fato foi registrado, a Polícia Civil vem trabalhando no caso, em um primeiro momento para levantar detalhes.

Ao entorno do cemitério de onde os corpos foram levados, não há câmeras de segurança que poderiam registrar a movimentação, dificultando assim o trabalho investigativo.

O cemitério São Vicente de Paula fica localizado no bairro de mesmo nome e próximo a outro cemitério da iniciativa privada.

Os corpos do bebê e de uma adolescente de 12 anos foram furtados do cemitério de Ponta Porã.

A princípio acredita-se que o crime tenha ocorrido entre a noite de sábado (18) e domingo (19). Três túmulos foram danificados.

O vigia responsável pela guarda do local no domingo percebeu as covas abertas no domingo pela manhã, por volta de 06h30, quando chegou para trabalhar.

Segundo informações, a adolescente havia sido sepultada há 15 dias.

Outros dois túmulos de bebês foram violados. O vigia do cemitério apenas relatou que ao chegar fez a ronda rotineira e percebeu as sepulturas violadas.

COMÉRCIO

Há três anos, reportagem do PONTAPORAEMDIA mostrou que o comércio de restos mortais e cadáveres estava aumentando, principalmente no lado paraguaio da fronteira.

Vários casos no ano de 2020 foram registrados em Pedro Juan Caballero, principalmente no cemitério “São Carlos”, situado em área mais distante do centro da cidade.

As sepulturas abandonadas são as preferidas para esse tipo de comércio, mas há relatos de que a violação vem ocorrendo com mais frequência em túmulos “novos”, antes que a putrefação do cadáver avance.

Em Ponta Porã, no cemitério ´Cristo Rei´ já houve registro desse tipo de crime em várias ocasiões, assim como no cemitério ´São Vicente de Paula´.

O delegado Maurício Moura Vargas, responsável pelas investigações do furto dos cadáveres registrado no fim de semana, informou à imprensa que várias pessoas estão sendo ouvidas, incluindo familiares e trabalhadores do cemitério.

Ponta Porã em Dia






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