Homem se passa por outra pessoa e alicia a própria sobrinha e acaba sendo descoberto pela polícia

A vítima é menor de idade. O suspeito fugiu do distrito para outro estado.

Por Fernando Brito 31/07/2020 - 18:27 hs

No último dia 28 de junho foi registrada ocorrência na qual um falsário teria se aproximado de uma adolescente, usando nome de outra pessoa e, por meio do aplicativo de conversas WhatsApp, estabelecido diálogo de natureza sexual, inclusive enviando imagem do órgão genital masculino.

Imediatamente após conhecimento dos fatos, investigadores do SIG (Setor de Investigações Gerais da Polícia Civil), iniciaram as diligências que culminaram na identificação do autor das mensagens e conteúdo impróprio para adolescentes.

Os investigadores apuraram que o próprio tio da adolescente se passou por terceira pessoa para se aproximar dela por meio das redes sociais - aplicativo de conversas WhatsApp.

A Polícia Civil constatou ainda que o teor das mensagens de texto enviadas pelo meliante são robustas e incontroversas quanto ao propósito libidinoso do falsário.

Ignóbil aos olhos até mesmo dos investigadores pois o  suspeito chegou a enviar a imagem do pênis para a  vítima que, além de sobrinha é adolescente.

Após desconfiar que estava sendo investigado pela Polícia Civil em Paraíso das Águas, o suspeito evadiu-se do distrito da culpa rumo à outro estado da federação. Todavia, os investigadores do SIG já dispõe do atual domicílio do principal suspeito, um homem de 41 anos que foi, nesta data, indiciado com base nos artigos 139 e 307 do Código Penal e 240, parágrafo 2°, II e III do Estatuto da Criança e do Adolescente, na modalidade tentada.

Segundo o Delegado de Paraíso das Águas, Dr. Alexandro Mendes de Araújo, trata-se de um crime covarde pois o indiciado morava com a família da vítima, se aproveitou dessa proximidade e do parentesco para lançar seus ataques sórdidos."

O delegado disse ainda que "Segundo um estudo da microsoft, um terço dos crimes online envolve parentes, amigos ou conhecidos, dos quais 21% são de mensagens sexuais indesejadas."

"Felizmente não há crime perfeito. Seguiremos firmes em nosso propósito de servir e proteger o cidadão paraisense" afirmou o delegado.