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Paraíso das Águas,22/04/2026

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Crônica | O verbo da gratidão: Reencontro do jornalista Fernando de Brito e sua professora da 5ª série, Magnória Furtado Rezende

O reencontro foi marcado pela gratidão, carinho e emoção


Crônica | O verbo da gratidão: Reencontro do jornalista Fernando de Brito e sua professora da 5ª série, Magnória Furtado Rezende Fernando de Brito e a professora aposentada Magnória

Há encontros que parecem pequenos aos olhos de quem vê de fora, mas que carregam dentro de si o peso bonito de uma vida inteira. Foi assim na tarde desta quarta-feira (11), em Camapuã(MS), quando o jornalista Fernando de Brito reencontrou uma pessoa que ajudou a escrever um dos primeiros capítulos de sua história: Sua professora de Português da 5ª série, na extinta Escola Abadia Faustino Inácio, que tinha como diretora a saudosa professora Zezé, na cidade de Camapuã — município onde ele também iniciou sua trajetória escolar, ingressando na 1ª série no ano de 1990, na igualmente extinta Escola Lucas Alves do Vale, localizada no bairro BNH. Em Camapuã, ele ainda cursou parte do ensino fundamental e do ensino médio.

O tempo passou — e passou rápido. Hoje, Fernando é formado em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo, profissão que exerce desde 2007, embora sua voz já ecoe no rádio desde 2002. Mas, diante dela, por alguns instantes, voltou a ser apenas aquele aluno da sala de aula de 1995.


A professora Magnória Furtado Rezende talvez não imagine que, décadas depois, ainda seria lembrada por suas aulas, por sua forma de ensinar e até por um detalhe curioso que ficou gravado na memória do aluno: a recuperação em verbo.


Sim, os verbos.


Aqueles mesmos que, naquela época, pareciam difíceis, quase um desafio. Foi por causa deles que o jovem estudante precisou voltar aos cadernos e estudar um pouco mais. Quem diria que, anos depois, ele viveria justamente de conjugar palavras, construir frases e contar histórias?


O encontro foi rápido, mas carregado de emoção. Houve sorriso, lembranças e aquele silêncio que só existe quando o coração fala mais alto que qualquer discurso. Fernando confessou que precisou segurar as lágrimas. Não era tristeza — era gratidão.


Professores têm esse poder silencioso. Muitas vezes, sem perceber, tornam-se parte da nossa família afetiva. São como guardiões de um tempo em que aprendíamos não apenas matérias, mas também valores, disciplina e sonhos.


Dentro de uma sala de aula, entre cadernos, quadro negro e lições de gramática, a professora Magnória ajudava a plantar sementes. Algumas florescem rapidamente; outras levam anos. Mas florescem.


E ali estava uma delas.


Hoje jornalista, acostumado a escrever histórias de tantas pessoas, Fernando viveu a alegria de contar uma que é totalmente sua. A história de um aluno que voltou para agradecer.


Porque, no fundo, todo jornalista sabe: há palavras que informam, há palavras que emocionam… e há aquelas que simplesmente precisam ser ditas.


E a mais importante delas, naquele momento, foi simples:


Obrigado, professora, Magnória!




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