Vereadores Profº Leonardo e Fio do Povo solicitaram viabilidade na aquisição de vacinas contra a Covid-19

Ofício foi entregue para o prefeito Anízio Andrade (DEM) e ao secretário de Saúde, Dr. Jefferson de Souza Correa.

Por Fernando Brito 12/01/2021 - 15:17 hs

Vereadores Profº Leonardo e Fio do Povo solicitaram viabilidade na aquisição de vacinas contra a Covid-19
Ofício foi entregue ao prefeito Anízio Andrade.

PODER LEGISLATIVO - O presidente do Legislativo de Paraíso das Águas, vereador Leonardo Corniani Dias, o Profº Leonardo (DEM) e o vereador José Divino Francisco da Silva, o "Fio do Povo" (PSDB), protocolaram nesta terça-feira (12) ofício ao prefeito municipal, Anízio Sobrinho de Andrade (DEM) e ao secretário municipal de Saúde, Dr. Jefferson de Souza Correa, solicitando o estudo e a viabilidade de adquirir o imunizante contra a Covid-19 para toda a população paraisense.

"A luta contra a Covid-19 é nossa prioridade número um! A saúde do povo é uma questão primordial e vamos lutar para resolver também a saúde econômica. A vacinação e consequentemente a imunização vão trazer normalidade às nossas vidas, estabilidade necessária para a saúde financeira da Capital. O que depender de nossos esforços, como vereador, estarei empenhado neste sentido", afirmou o vereador Profº Leonardo.

Ainda que haja muitas especulações sobre a vacina, o vereador Fio do Povo lembra que é importante seguir às recomendações do Ministério da Saúde, deixar de lado a política e os interesses pessoais, buscar meios de salvar vidas e retornar a economia. "Na maioria dos testes já realizados, a vacina mostrou eficiente, conforme divulgado", destacou o vereador Fio do Povo.

Foi feito o pedido para que estudem, em regime de urgência, a possibilidade de aquisição junto ao Instituto Butantã e Fiocruz a Vacina de Imunização contra o COVID-19.


Capital

Coronavírus – no último dia (7) começaram as tratativas entre Câmara e Prefeitura sobre o plano de imunização contra a Covid-19 em Campo Grande.

A prefeitura de Campo Grande já oficializou o pedido de 347.817 doses da vacina Coronavac ao Instituto Butantan. A proposta enviada, conforme divulgado pela prefeitura, estima a aquisição de 121.736 doses da vacina (1ª dose) já em janeiro. Outras 104.345 em fevereiro e 121.736 em março de 2021.

Coronavac

A vacina CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, segundo informou o Instituto Butantan em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12).

Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Na semana passada, o instituto já havia anunciado que, nos testes feitos no país, o imunizante atingiu 78% de eficácia em casos leves e 100% em casos graves e moderados, ou seja, a vacina protegeu contra mortes e complicações mais severas da doença.

Eficácia da CoronaVac

A eficácia de uma vacina contra Covid-19 é calculada com o auxílio de um protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes.

Essa tabela da OMS separa os voluntários em 10 níveis, sendo que o nível 0 corresponde a um paciente não infectado pela doença e o nível 10 equivale a um voluntário que morreu em decorrência do coronavírus.

A taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo Instituto Butantan na última semana, foi calculada considerando somente casos de Covid-19 com pontuação maior ou igual a 3. Este cálculo compara o número de casos entre o grupo vacinado e o grupo que recebeu placebo, uma substância neutra.

Portanto, a eficácia de 78% demonstra o quanto a vacina é capaz de prevenir casos em que é confirmada a infecção pelo coronavírus, sintomática, e com necessidade de intervenção médica.

Protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos teste de uma vacina. — Foto: Jornal da USP
Protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos teste de uma vacina. — Foto: Jornal da USP

Outro dado apresentado pelo governo estadual na última semana, a eficácia de 100% em casos graves corresponde à capacidade da vacina CoronaVac de evitar casos de Covid-19 que exigem hospitalização, ou seja, superiores a 4 na escala da OMS.

No entanto, o percentual de 100% na prevenção de casos graves não tem significância estatística no estudo. Isto porque o número de casos graves entre todos os voluntários, incluindo aqueles que receberam placebo, é muito pequeno. Por isso, a diferença estatística entre esses dois grupos não é relevante para a pesquisa.

Já a eficácia divulgada nesta terça (12) inclui também pacientes com Covid-19 considerados independentes, isto é, que apresentam apenas sintomas leves, sem necessidade de intervenção médica. Estes pacientes são os casos confirmados a partir do grau 2 da OMS.

O estudo não calcula a eficácia para evitar casos de pacientes assintomáticos da Covid-19, ou seja, não estima quantos voluntários receberam a vacina e tiveram a doença, mas não apresentaram nenhum sintoma, o que corresponde ao grau 1 da OMS.


Anvisa

No sábado (9), a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que o Instituto Butantan entregou documentação incompleta dos testes feitos no país e cobrou o envio das informações.

Na ocasião, o instituto disse que a solicitação faz parte do processo e que seria prontamente atendida. Nesta segunda (11), o Butantan afirmou que 48% do processo já foi concluído e que a agência já analisou cerca de 40% dos documentos enviados.

Plano de vacinação

Em coletiva de imprensa nesta segunda (11), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), manteve o cronograma de vacinação definido pelo plano estadual e cobrou uma definição de data do Ministério da Saúde.

O Plano Estadual de Imunização (PEI) foi elaborado pelo governo paulista considerando justamente a aplicação da CoronaVac, que é produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com Butantan.

Questionado sobre como a data de início do plano estadual pode estar mantida – já que o Instituto Butantan assinou um contrato de exclusividade para fornecer a CoronaVac para o governo federal – Doria disse apenas que “a exclusividade é pela vida”.

O governador alegou ainda que “o sistema nacional de imunização será respeitado e atendido por São Paulo se atender São Paulo, dentro de critérios científicos”.

A promessa de Doria é utilizar os 5,2 mil postos de vacinação já existentes nos 645 municípios do estado e ampliar a rede para até 10 mil locais de vacinação por meio da utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem e terminais de ônibus, além de farmácias e de pontos de vacinação no sistema drive-thru.