Delegado é preso por suspeita de participação em rede de narcotráfico no Paraguai

Polícia também apreendeu uma agenda com nomes de envolvidos, mais de três quilos de cocaína armas de fogo, dinheiro, telefones celulares e veículos luxuososro, telefones celulares e veículos luxuosos

Por Fernando Brito 19/02/2021 - 10:23 hs

Com a prisão do subcomissário Juan Medina, em Lambaré, no Paraguai, as investigações apontam para o envolvimento de outros policiais em uma rede de narcotráfico. As evidências foram encontradas em uma agenda que continha nomes de beneficiados em pagamentos de propinas.

No caso do subcomissário, há suspeitas de que ele iria resgatar um traficante de drogas e ainda pode ter trabalhado para obstruir um processo. Ele começou a ser investigado a partir de uma operação da polícia paraguaia.

O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira (18), agentes do Departamento de Polícia Antinarcóticos, acompanhados do procurador Omar Segovia, chegaram a um armazém localizado na estrada que liga os municípios de San Lorenzo e Ñemby.

O objetivo era prender Denis Yamil Cubilla Benítez, suposto traficante de cocaína da região, mas surpreendentemente, o Subcomissário Medina estava no local, vestido à paisana e com seu carro particular, tentando levar o suspeito, a quem ele havia alertado do operacional, segundo informações do Última Hora.

A prisão de Denis Yamil e do Subcomissário Medina ocorreu após outra operação realizada na manhã de quinta-feira, em Lambaré. Uma equipe de agentes, acompanhada também pelo promotor Segóvia, invadiu uma casa, localizada na rua Teniente Fariña, no bairro Valle Apu’a de Lambaré.

Lá, Agustín Acosta González, mecânico de profissão, acabou preso. Em seu poder foram encontrados mais de três quilos de cocaína armas de fogo, dinheiro, telefones celulares e veículos luxuosos, que pertenceriam a Cubilla Benítez.

A partir daí, foi esquematizada a estratégia de busca em sua casa horas depois, onde se encontraram um caderno, cujas anotações levaram à suspeita de mais policiais envolvidos.

O procurador Segovia, encarregado de apurar o caso, afirma que a informação é preliminar, mas que há muita investigação pela frente. “Encontramos entradas onde havia vários nomes; nessas anotações em vários pontos havia também as iniciais Lince ”,

O subcomissário Medina e os outros dois detidos não testemunharam perante o Ministério Público, por sugestão dos seus advogados. Os três estão detidos na sede do Departamento de Polícia Antinarcóticos. Nas próximas horas as acusações serão definidas, conforme explica o procurador.

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