Separadas na infância, irmãs se reencontram por acaso em Paraíso das Águas

Três irmãs ficaram órfãs de mãe e, pai sem condições de criar doou as filhas à orfanato

Por Fernando Brito 25/10/2021 - 17:52 hs

Separadas na infância, irmãs se reencontram por acaso em Paraíso das Águas
Olbene à esquerda e Oclécia e a filha Tatiane à direita.

O BNC Notícias após reportar várias matéria de reencontro de famílias, algumas com até 50 anos sem nenhum tipo de contato, como ocorreu na semana passada (reveja a matéria clicando aqui), continua recebendo histórias emocionantes de quem passou parte de sua vida buscando suas origens e por um reencontro familiar.

Foi o caso das três irmãs: Olbene Venâncio de Jesus, Oclécia Maria dos Santos e Fátima de Freitas. Separadas quando  Olbene tinha apenas 2 anos, Fátima 7 e Oclécia 5, ou seja, há 60 anos atrás.

Após a morte da mãe Maria Rosa das Dores, o pai das meninas, Antônio Thomas de Freitas, entregou as filhas em um orfanato da cidade de Cachoeira Alta(GO).

Na época, a família residia em um entroncamento do município da Lagoa Santa (GO). Oclécia morava no assentamento Mateira e é mãe da Tatiane das Dores e de Tânia, durante anos procurou notícias de suas irmãs, o sonho que levou em toda sua vida.

Oclécia após anos de buscas, conseguiu o contato da irmã Fátima, que reside em Paranaíba, a 280 km de Paraíso das Águas.

Uma das dificuldades era que os sobrenomes das irmãs foram trocados após adoção.

Olbene enquanto isso, foi adotada por uma família em Cachoeira Alta. Amanda Rezende, já falecida, foi quem adotou Olbene, que assim como Oclécia, sonhava em reencontrar suas irmãs. Atualmente Olbene, aos 62 anos, reside em Ituiutaba (MG) e mãe de quatro filhos, incluindo Giselma, que foi a peça chave para toda esta história. 

"Tinha comigo, que um dia eu iria reencontra-las", disse Olbene ao BNC Notícias.

No início de outubro deste ano, mais precisamente no dia 09 de outubro, Olbene foi passear na casa da filha Giselma e que reside em Costa Rica. O genro, Serginho Veloso, que possui os pais que residem no Assentamento Mateira, no município de Paraíso das Águas, fez um convite para que pudessem passar o final de semana junto de seus pais, já que o aniversário de Olbene conhecia no mesmo dia da mãe de Serginho, onde resolveram passar o dia juntos no assentamento.

Ao chegarem na casa dos pais de Serginho, veio a curiosidade do pai dele, que achou uma grande semelhança entre Olbene e Oclécia, foi onde Olbene fez questão de visitar a casa de Oclécia e saber mais detalhes, já que qualquer pista era importante para o reencontro das irmãs órfãs. 

Ao chegar na residência de Oclécia, alí mesmo no Assentamento Mateira, veio a surpresa: Oclécia era irmã de Olbene, mas infelizmente havia falecido meses antes, sonhando neste reencontro.

"Quando criança chorava muito, principalmente no dia das mães. Meu pai não encontrou apoio na família para dar condições para criar à mim e minhas irmãs. Todas as datas comemorativas eu chorava muito, por não ter minha família", descreveu Olbene.

Outra coincidência e fato curioso

Giselma, filha de Olbene, trabalha na usina Iaco Agrícola em Paraíso das Águas e reside em Costa Rica e há mais de 10 anos é amiga de Tânia, filha de Oclécia, sem saber que eram primas.

Com a descoberta, a família finalmente se juntou novamente, pesarosa pelo fato de ter perdido uma das irmãs, que morreu sonhando com este reencontro. Agora, Olbene e Fátima, as duas irmãs órfãs que restaram, pretendem repor o tempo perdido e reviver uma nova história.