Gaeco mira licitação de materiais esportivos e apreendeu R$ 42,7 mil

Operação continua em duas cidades do interior

Por Fernando Brito 30/07/2019 - 16:20 hs

Em entrevista ao portal 'Jornal da Nova', o advogado da prefeitura de Batayporã, Wilson Fernandes Sena Júnior, afirmou que a licitação que culminou com a ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) nesta manhã é de 2017 e está relacionada à compra de material esportivo. Por enquanto, os promotores confirmam a apreensão de R$ 42.700 em dinheiro, mas não foram revelados maiores detalhes.

Além da Prefeitura, foram cumpridos mandados de busca na casa de servidores municipais residentes em Batayporã e Nova Andradina, sendo eles identificados, até o momento, como: Dilmo Teixera, da Finanças, Bruno da Licitação (em Nova Andradina), Júnior do Esporte e Compras, Ricardo Vieira dos Santos.

A princípio, a ação visa apenas a obtenção de documentos para compor a investigação. Ninguém foi preso.

A operação teve início às 6h desta terça-feira (30), na sede da prefeitura local, logo quando chegava os primeiros funcionários, que foram sendo dispensados para que as ordens judiciais fossem cumpridas.

INOCÊNCIA

Em meio à operação, o prefeito de Batayporã, Jorge Takahashi (MDB), disse ao 'Jornal da Nova' que defende a investigação. “Se tem denúncia, o Gaeco está fazendo a parte dele. Eu acho bom. Agora, da minha parte, eu não tenho o que temer”, disse. 

“Sou uma pessoa consciente, estou de cabeça erguida. Eu posso continuar caminhando por Batayporã de cabeça erguida. Minha honestidade vem de berço”, completou. 

Já, sobre possíveis irregularidades, o chefe do Executivo de Batayporã afirmou que “se houverem fatos errados” só se manifestará “depois de apurado os fatos”. 

O CASO

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS), cumpriu mandandos de busca e apreensão na Prefeitura de Batayporã, município distante 313 quilômetros de Campo Grande, na manhã desta terça-feira. Casas na cidade de Nova Andradina, 301 quilômetros da Capital, também foram alvos das equipes.

A operação "Jogo Sujo" é voltada à repressão dos crimes de peculato, falsidade ideológica e fraude a processo licitatório.

As investigações revelaram a fraude em licitação para a aquisição de material esportivo, troféus, medalhas e uniformes no âmbito da secretaria de Esportes de Batayporã, por meio de empresa de fachada (falsidade ideológica), com o consequente desvio de dinheiro público.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na residência de servidores públicos municipais e de empresários, como também na sede prefeitura, especificamente nas salas funcionais dos agentes públicos investigados.

De acordo com o site Nova News, os agentes chegaram por volta das 6h, entraram nas dependências do Paço Municipal e as portas foram fechadas. Servidores que chegaram para trabalhar por volta das 7h, não puderam entrar. 

Por volta das 7h40, os servidores que se aglomeravam em frente ao prédio da prefeitura foram dispensados, restando apenas aqueles ligados ao setor administrativo do Poder Executivo local.

CORREIO DO ESTADO