Capital vai liberar eventos, mas carteira digital de vacinação será passaporte

Se fosse liberado hoje, por exemplo, apenas 31,16% da população poderia frequentar

Por Fernando Brito 21/07/2021 - 16:09 hs

Depois de um ano e meio com as restrições impostas pela covid-19, a Prefeitura de Campo Grande vai flexibilizar e permitir eventos desde que os participantes comprovem que estão vacinados. 

A entrada exigida será o cartão de vacinação digital, feito pela Agetec (Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), e que traz todos os dados da pessoa, vacina e quantas doses foram tomadas. - 

Se fosse liberado hoje, por exemplo, apenas 31,16% da população poderia frequentar. O percentual corresponde as 282.353 mil pessoas que já estão completamente imunizadas.

O decreto com as especificações deve sair ainda nesta semana, mas segundo o titular da Sesau, José Mauro Filho, a entrada vai valer para eventos e feiras e congressos.

Com a diminuição do número de contaminação, internação e óbito, o secretário avalia que estamos caminhando para um processo natural de retomada. No entanto, existe transição para que isto aconteça.

"Para a gente tirar a máscara, que um dia a gente vai tirar, tem que observar uma queda muito mais importante do que estamos observando agora. Alguns artifícios que eu acredito que seja importante a gente discutir agora é a carteira digital que está disponível para todos os campo-grandenses", comenta o secretário.

Basta acessar o link do Vacina Campo Grande, informar CPF e senha e baixar seu no celular.

O decreto está nos preparativos para ser publicado e vai valer para determinados eventos com entrada permitida de quem tomou as duas doses da vacina ou quando o imunizante é dose única.

"Vamos supor que seja um teatro, que é um ambiente sem ventilação, você tem planos de biossegurança, distanciamento, álcool em gel, mas é um ambiente onde você está respirando aquele ar. Nós vamos abrir com pessoas vacinadas, então você vai comprar seu ingresso e na entrada vai passar o QR Code", exemplifica. 

Já quanto a um show, por exemplo, José Mauro analisa que a liberação só deve acontecer mais para frente, quando os índices tiverem em zero. "Por mais que exista plano de biossegurança, o secretário explica que nem todos são passíveis de execução", pontua.

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