Homem põe vibrador no ânus e depois alega estupro em assalto em MT
A situação teve origem após um homem de 56 anos registrar um boletim de ocorrência relatando que sua residência teria sido invadida por três homens encapuzados
Um caso que causou forte repercussão e apreensão em Barra do Garças foi oficialmente esclarecido por profissionais de saúde e não se trata de crime. A situação teve origem após um homem de 56 anos registrar um boletim de ocorrência relatando que sua residência teria sido invadida por três homens encapuzados, que além de roubar objetos, teriam cometido violência sexual contra ele.
Segundo o relato inicial feito à polícia, os supostos criminosos teriam introduzido um objeto no ânus da vítima durante a ação, o que levantou suspeitas de estupro durante um assalto. A informação gerou pânico entre moradores e ampla divulgação nas redes sociais.
Esclarecimento médico
Após a grande repercussão do caso, o médico cirurgião Morato Luiz Costa, especialista em aparelho digestivo, gravou um vídeo para tranquilizar a população. No pronunciamento, ele esclareceu que não houve invasão de residência, sequestro ou qualquer tipo de violência praticada por terceiros.
De acordo com o médico, as informações divulgadas inicialmente foram baseadas exclusivamente no relato do próprio paciente à equipe médica, o que posteriormente foi reavaliado. Após exames e acompanhamento clínico, ficou constatado que o caso não possui natureza criminosa.
Condição clínica e acompanhamento
O cirurgião informou ainda que o paciente apresenta problemas de ordem psiquiátrica, está em acompanhamento médico e necessita de tratamento contínuo. Ele reforçou que não há qualquer risco à população e que não existe nenhuma pessoa entrando em residências para cometer esse tipo de ato, como chegou a ser temido inicialmente.
“Quero dizer para a população em geral que não tem sequestrador ou assaltante entrando na casa das pessoas e fazendo introdução de objetos em região retal de ninguém”, afirmou o médico.
Apuração policial
Conforme apurado, as informações sobre a suposta introdução de “corpo estranho” e o alegado estupro constavam no boletim de ocorrência elaborado com base no relato do paciente, sem confirmação material de crime. Com os novos esclarecimentos médicos, o caso perde caráter criminal.
As autoridades seguem acompanhando a situação dentro dos parâmetros legais e médicos, reforçando a importância de cautela na divulgação de informações sensíveis, especialmente quando envolvem saúde mental e possíveis crimes graves.
Fonte: Terra MT Digital




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