Adolescente obrigada a se prostituir tem 8 irmãos e diz que mãe negociava preço

A mãe que trabalha como serviços gerais nega e afirma que a filha começou a usar drogas há 1 ano e a se prostituir há seis meses

Por Fernando Brito 16/10/2020 - 10:43 hs
Foto: Campo Grande News
Adolescente obrigada a se prostituir tem 8 irmãos e diz que mãe negociava preço
Caso foi registrado na Delegacia da Mulher, mas segue sob investigação na DEPAC.

A adolescente de 16 anos, obrigada pela mãe de 41 anos a se prostituir para arcar com as despesas de casa, disse em depoimento à polícia que os preços dos programas eram negociados pela mulher e aconteciam sempre no mesmo motel, localizado na Avenida Guaicurus. O caso aconteceu na madrugada de ontem (15), na Vila Aimoré, em Campo Grande.

O caso veio à tona depois que a vítima foi expulsa de casa após um programa não ter dado certo. Desesperada, a adolescente acionou a polícia alegando que não tinha para onde ir e havia sido agredida porque chegou sem dinheiro na residência. Ainda segundo depoimento dela, sempre que se recusa a ir ao programas agendados pela mãe ou chega sem dinheiro acaba apanhando.

A suspeita que trabalha como serviços gerais nega e afirma que a filha começou a usar droga há 1 ano, a se prostituir há seis meses e usa o celular dela para marcar os encontros pelos aplicativos WhatsApp e bate-papo. A mãe que tem mais 8 filhos, quatro deles menores, relatou que trabalha como diarista, tem renda de R$ 1 mil por mês e não interfere nas decisões da adolescente.

A mãe, segundo a Polícia Civil, tem várias passagens que vão desde furto a lesão corporal dolosa. Ela permanece presa e vai passar por audiência de custódia na Justiça nesta sexta-feira (16), para definir se continuará presa esperando o andamento do inquérito ou se poderá responder em liberdade. A mulher foi presa em flagrante por favorecimento a prostituição e lesão corporal por violência doméstica

O Campo Grande News não divulgou o nome da mãe, seguindo determinação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), para não identificar a adolescente de 16 anos. O caso segue sob investigação da Depca (Delegacia Especializada de Pronto Atendimento à Criança e ao Adolescente). 

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